Expoentes do Evangelho Segundo O Espiritismo.

François_de_Salignac_de_la_Mothe-Fénelon

                                                François Fénelon

François Fénelon, pseudônimo de François de Salignac de La Mothe-Fénelon (6 de agosto de 16517 de janeiro de 1715), foi um teólogo católico, poeta e escritorfrancês, cujas ideias liberais sobre política e educação, esbarravam contra o “statu quo” da Igreja e do Estado dessa época. Pertenceu à Academia Francesa de Letras.

Fénelon nasceu no castelo da família, em Périgord, em 6 de agosto de 1651. Até os doze anos, o menino foi educado em casa. Seu preceptor – as fontes consultadas não lhe mencionam o nome – tinha o gosto pelo latim e o grego, e tratou logo de ensinar essas línguas, para que ele pudesse se familiarizar com as obras-primas daliteratura clássica.

Ao completar os doze anos de idade, Fénelon passou a frequentar a Universidade de Cahors, onde concluiria os estudos de filosofia, a que daria continuidade noColégio Du Plessis, em Paris, foi nesse famoso estabelecimento de ensino que se dedicou à teologia e ficou conhecendo o abade de Noailles, também de família nobre, e que acabaria alcançando os mais elevados postos na hierarquia eclesiástica francesa.

Aos quinze anos de idade, Fénelon foi incumbido de pregar seu primeiro sermão, com grande sucesso, aliás. Já dá para perceber, logo nesta introdução, que os altos escalões da igreja e da política eram constituídos por gente de elevada linhagem. Será esse o ambiente em que se movimentará Fénelon pelo resto de sua existência.

Do Colégio Du Plessis, Fénelon passou ao seminário de Saint-Sulpice, então sob a direção de Tronson. Em 1675, o jovem seminarista, de vinte e quatro anos de idade, foi ordenado no seminário de Saint-Sulpice. Durante os próximos três anos, desempenharia suas funções eclesiásticas juntamente com os demais sacerdotes daquelaparóquia. Cabia-lhe explicar os textos evangélicos ao público, aos domingos e dias santos. Participava ativamente das tarefas de ensinar o catecismo. A igreja de Saint-Sulpice ainda conserva suas Litanies de L’enfant-Jésus, escritas especialmente para os frequentadores de sua paróquia.

Pretendia o jovem sacerdote, por essa época, partir para o Oriente em missão apostólica, com o propósito de converter ao cristianismo tantos pagãos quantos lhe fosse possível alcançar, com o brilho de sua palavra e a amplitude de sua cultura teológica. Mas não seria esse o seu destino, de vez que “Nouvelles catholiques”, tratava-se de uma instituição incumbida de acolher jovens e senhoras recém-convertidas do protestantismo ao catolicismo, a fim de consolidar nelas a doutrina da igreja. Outro objetivo, paralelo, era o de instruir àquelas que se mostrassem dispostas a abandonar o protestantismo.

Era grande a preocupação das lideranças católicasprelados e leigos – na recuperação de fiéis que tivessem se aproximado ou convertido às ideias de Lutero. Em1681, o bispo de Sarlat – nobre também – tio de Fénelon, renunciou, em favor do sobrinho, ao decanato de Carenas, que rendia de três a quatro mil libras francesas por ano, Fénelon deixou por algum tempo as Novas católicas, a fim de tomar posse do novo cargo, mas logo retornou a Paris e reassumiu a direção da instituição, posto em que permaneceria por dez anos.

Escreveu nesse período, De L’éducation des filles (“Da educação das meninas”), primeira obra significativa em sua carreira de escritor e educador. O livro, solicitado pela duquesa de Beauviller para orientá-la na educação de suas filhas, alcançou grande sucesso, tornando-se obra de referência para as famílias da época, bem como texto de consulta para os estudiosos da pedagogia.

Graças a sua simplicidade, doçura e caridade, Fénelon obteve considerável sucesso na tarefa, conseguindo converter rapidamente grande número de pessoas. Não escapou, no entanto, de algumas críticas. É que as alas mais radicais da igreja atacaram seus métodos de conversão. Ele preferiu não se justificar.

Nesse ínterim, vagou-se o bispado de Poitiers. O nome de Fénelon foi indicado e o rei concordou, mas a nomeação não chegou a concretizar-se, segundo se diz, por causa das intrigas do nobre senhor de Harlay,arcebispo de Paris, que tinha lá suas divergências com Bossuet.

Pouco depois, em 1689, os bons ventos do sucesso voltaram a soprar a favor do jovem prelado. O duque de Beauvilliers, designado “governador” do jovem duque de Borgonha – neto do rei e herdeiro presuntivo da coroa – escolheu Fénelon para o honroso cargo de preceptor do príncipe. Como estamos lembrados, ele escrevera, a pedido da duquesa de Beauvillers, um livro destinado a orientá-la na educação das filhas do casal.

Fénelon dedicou-se logo a trabalhar no sentido de corrigir o comportamento do príncipe por meio de fábulas, que ele próprio ia escrevendo. Escrevia, em seguida, o curioso Dialogues des Morts (“Diálogos dos Mortos”), engenhoso e criativo texto, no qual punha a dialogar personalidades históricas do passado, empenhadas em (re)avaliar seus próprios(alheios) atos e postura.

Os últimos anos de Fénelon foram entristecidos pelo falecimento de seus melhores amigos. No final de 1710 perdeu Abbe de Langeron, seu amigo de toda a vida; em fevereiro de 1712, seu aluno, duque de Borgonha. Alguns meses mais tarde, o duque de Chevreuse foi levado, e o duque de Beauvilliers seguiu em agosto de 1714. Fénelon sobreviveu somente mais alguns meses. Morreria em Cambrai a 7 de janeirode 1715, aos sessenta e três anos de idade.

Com ele desapareceu um dos membros mais ilustres do episcopado francês, certamente um dos homens mais atrativos de sua época. Deve seu sucesso unicamente a seus talentos grandes e virtudes admiráveis.

Fénelon figura na Codificação, em vários momentos, podendo ser citados: O livro dos espíritos, onde assina Prolegômenos, junto a uma plêiade de luminares espirituais. Igualmente a resposta à questão de nº 917 é de sua especial responsabilidade.

 Em O evangelho segundo o espiritismo apresenta-se em vários momentos, discursando acerca da terceira revelação e da revolução moral do homem (cap. I, 10); o homem de bem e os tormentos voluntários (cap. V, 22,23; a lei de amor (cap. XI, 9); o ódio (cap. XII, 10) e emprego da riqueza (cap. XVI, 13).

 Em O livro dos médiuns figura no capítulo das Dissertações Espíritas (cap. XXXI, 2ª parte, itens XXI e XXII) desenvolvendo aspectos acerca de reuniões espíritas e a multiplicidade dos grupos espíritas.

 Importante assinalar que os destaques assinalados são os que o espírito assina seu nome, devendo se considerar que deve, como os demais responsáveis espirituais pela Codificação ter estado presente em muitos outros momentos, dando seu especial contributo, eis que foi convidado pelo Espírito de Verdade a compor sua equipe, em tão grandioso empreendimento


640px-Portrait_of_Dominique_Lacordaire

Henri Dominique Lacordaire

Henri Lacordaire, de seu nome completo Jean-Baptiste-Henri Dominique Lacordaire, foi um religioso dominicano, nascido a 2 de maio 1802 em Recey-sur-Ource (Côte-d’Or, Borgonha), e falecido a 21 de novembro 1861 em Sorèze (Tarn). Foi padre, jornalista, educador, deputado e académico, sendo considerado como um precursor do catolicismo moderno e restaurador em França da Ordem dos Pregadores.

A Ordem dos Pregadores (ou Dominicanos), nasceu em 1215, fundada por Domingos de Gusmão, e foi suprimida em França em 1790 na sequência da Revolução Francesa.

O interesse de Lacordaire por esta ordem religiosa explica-se pela própria missão e carisma da Ordem que era o de pregar e ensinar, bem como pelas regras de funcionamento, pois que todas as autoridades internas dos dominicanos se baseiam em estruturas democraticamente eleitas e com mandatos previamente limitados temporalmente.

Foi a partir de 1836 que Lacordaire assume o projecto de restabelecer a Ordem em França. Com esse objectivo utilizará uma estratégia que se poderá qualificar de “moderna”, na medida em que se baseava sobretudo no apoio da opinião pública, bem como na defesa dos direitos do homem e da liberdade de associação.

Esta restauração dominicana passará pela fundação de vários conventos:Lacordaire_photography

Lacordaire exercerá igualmente uma forte influência em Jean-Charles Prince e Joseph-Sabin Raymond, dois religiosos canadianos que estarão na origem da chegado dos dominicanos ao Canadá, bem como sobre importantes figuras como Antônio Frederico Ozanam, fundador das Conferências de São Vicente de Paulo.

Tendo sido eleito em 1830 para o parlamento francês, proferiu diversos discursos inflamados em defesa da liberdade de expressão e de associação, sempre vestido de frade dominicano, o que provocou fortes reacções junto dos seus adversários. Foi também um prolixo escritor e conferencista, destacando-se as suas prédicas na Catedral de Notre Dame de Paris, bem como o seu livro História de São Domingostraduzido em várias línguas, que causou um profundo impacto, levando outras regiões da Europa a encetar movimentos de restauração da Ordem Dominicana onde tinha sido extinta.

Escolhido para a Academia Francesa, ali apenas proferiu o seu discurso de aceitação, falecendo pouco depois.

Em junho de 1853, quando as mesas girantes e falantes agitavam os salões da Europa, depois de terem assombrado a América, em missiva a Mme. Swetchine, datada de Flavigny, ele escreveu: “Vistes girar e ouvistes falar das mesas? _ Desdenhei vê-las girar, como uma coisa muito simples, mas ouvi e fiz falar.

 Elas me disseram coisas muito admiráveis sobre o passado e o presente. Por mais extraordinário que isto seja, é para um cristão que acredita nos Espíritos um fenômeno muito vulgar e muito pobre. Em todos os tempos houve modos mais ou menos bizarros para se comunicar com os Espíritos; apenas outrora se fazia mistério desses processos, como se fazia mistério da química; a justiça por meio de execuções terríveis, enterrava essas estranhas práticas na sombra.

 Hoje, graças à liberdade dos cultos e à publicidade universal, o que era um segredo tornou-se uma fórmula popular. Talvez, também, por essa divulgação Deus queira proporcionar o desenvolvimento das forças espirituais ao desenvolvimento das forças materiais, para que o homem não esqueça, em presença das maravilhas da mecânica, que há dois mundos incluídos um no outro: o mundo dos corpos e o mundo dos espíritos.”

 O missivista era Jean-Baptiste-Henri Lacordaire, nascido em 12 de maio de 1802, numa cidade francesa perto de Dijon.

 A despeito de seus pais serem religiosos fervorosos, o jovem Lacordaire permaneceu ateu até que uma profunda experiência religiosa o levou a abraçar a carreira de advogado, na Teologia.

 Completando os estudos no Seminário, na qualidade de professor pôde constatar o relativo descaso dos seus estudantes pela religião. No intuito de despertar a afeição pública para a Igreja, como colaborador do jornal L’Avenir, passou a lutar pela liberdade daquela da assistência e proteção do Estado.

 Vigário da famosa Catedral de Notre-Dame, em Paris, a força da sua oratória atraía milhares de leigos para o culto.

 Em 1839 entrou para a Ordem Dominicana na França, trabalhando pela sua restauração, desde que a Revolução Francesa a tinha largamente subvertido.

 Discípulo de Lamennais, preocupou-se em afirmar que a união da liberdade e do Cristianismo seria a única possibilidade de salvação do futuro. Cristianismo, por poder dar à liberdade a sua real dimensão e a liberdade, por poder dar ao Cristianismo os meios de influência necessários para isto. Insistia que o Estado devia cercear seu controle sobre a educação, a imprensa, e trabalho de maneira a permitir ao Cristianismo florescer efetivamente dentro dessas áreas .

 Foi Membro da Academia Francesa e o Codificador inseriu artigo a seu respeito na Revista Espírita de fevereiro de 1867, seis anos após a sua desencarnação, que se deu em 21 de novembro de 1861. Nele, reproduz extrato da correspondência que inicia o presente artigo, comentando: “Sua opinião sobre a existência e a manifestação dos Espíritos é categórica. Ora, como ele é tido, geralmente, por todo o mundo, como uma das altas inteligências do século, parece difícil colocá-lo entre os loucos, depois de o haver aplaudido como homem de grande senso e progresso. Pode, pois, ter-se senso comum e crer nos Espíritos.”

 Em sessão realizada na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas em 18 de janeiro daquele ano, o médium “escrevente habitual” Morin, descreveu a presença do espírito do padre Lacordaire, como “um Espírito de grande reputação terrena, elevado na escala intelectual dos mundos (…) Espírita antes do Espiritismo (…)” e concluiu:

 “Ele pede uma coisa, não por orgulho, por um interesse pessoal qualquer, mas no interesse de todos e para o bem da doutrina: a inserção na Revista do que escreveu há treze anos. Diz que se pede tal inserção é por dois motivos: o primeiro porque mostrareis ao mundo, como dizeis, que se pode não ser tolo e crer nos Espíritos. O segundo é que a publicação dessa primeira citação fará descobrir em seus escritos outras passagens que serão assinaladas, como concordes com os princípios do Espiritismo.”

 Mas ele mesmo, Lacordaire, retornou de Além-Túmulo, para emprestar à obra da Codificação a sua inestimável e talentosa contribuição.

 Em O Evangelho Segundo o Espiritismo encontramos 3 mensagens, ditadas no Havre e Constantina, todas datadas do ano de 1863, discorrendo sobre “O bem e mal sofrer” – cap. V, item 18; “O orgulho e a humildade” – cap. VII, item 11 e “Desprendimento dos bens terrenos” – cap. XVI, item 14.


AdolphoBispodeAlger_zps397d6756

Adolpho Bispo de Alger

As mensagens desse espírito se encontram em “O evangelho segundo o Espiritismo”, sob as denominações de “O orgulho e a humildade” – Instruções dos espíritos, cap. VII, item 12, datada de 1862, em Marmande; “O duelo” – Instruções dos espíritos, cap. XII, item 11, de 1861, mesma localidade e “A beneficência” – Instruções dos espíritos, cap. XIII, item 11, escrita em Bordeaux em 1861.

Bispo (13 de Setembro de 1838 – 9 de Dezembro de 1845)

Antoine-Louis-Adolphe Dupuch nasceu em 20 de Maio de 1800 in Bordeaux, França e falecido em 11 de Julho de 1856 de causas naturais.

Órfão aos 11 anos, foi criado pelo tio. Estudou no Liautard Institute em Paris, depois Collège Stanislas. Após a formatura, estudou direito e, em 1820, em Bordeaux formou-se como um advogado. Em 1822 ele entrou para o seminário de Issy em Paris e em 1825 em Saint-Sulpice para os sacerdotes ordenados. Depois disso, atuou em diversas funções pastorais e caritativas na Arquidiocese de Bordeaux. Por seu serviço durante a epidemia de cólera de 1835, ele foi condecorado com a Cruz da Legião de Honra. Em 1836, fundou um orfanato.

Em 25 de Agosto de 1838 foi nomeado bispo de Argel. Em 31 de Dezembro, ele embarcou para a Argélia, a fim de assumir o controle da diocese de cerca de 20.000 a 60.000 soldados e colonos.

Dupuch dedicou-se com grande zelo para a construção de uma diocese cristã no ambiente islâmico e também trouxe muitas comunidades religiosas para a Argélia, o que lhe acarretou muitas despesas. Apoiou o trabalho de Santa Emily de Vialar, embora tenha, em 1840,  trabalhado contra o reconhecimento papal da ordem das Irmãs de São José da Aparição, o que só ocorreria em 1862. Em 1841 Dupuch organizou uma troca de prisioneiros com o Emir Abd el-Kader. Mas antes que o seu trabalho pudesse dar frutos, BasiacutelicadeNossaSenhoradaAacutefricaemArgel_zpsc3be6498a ruína financeira levou seu trabalho ao fim. Em 9 de Dezembro 1845, ele renunciou e voltou para a Europa.

Ele viveu 15 meses em Turim, onde fez campanha para a libertação de prisioneiros, incluindo Abd-el-Kader, da prisão. Em 1851 retornou por um curto tempo para Bordeaux, Dupuch novamente teve que fugir para o exterior devido aos seus credores, desta vez para Espanha. Só depois que o governo francês haver saldado a dívida, Dupuch poderia voltar à sua terra natal, onde morreu em 1856. Seu sucessor em Argel, Louis Pavy, providenciou em 1864 para obter os  restos mortais de Dupuch para a Argélia e onde foram enterrados na Catedral de Argel.

 


 

 

 

delfine2

Delphine de Girardin

 

Delphine de Girardin , nascido Gay em 24 janeiro 1804 em Aachen 1 e faleceu no dia 29 de junho 1855 , em Paris , é um escritor e jornalista francês .

Filha de John Sigismund Gay (1768-1822), Lupigny senhor em Savoie e sua esposa, née Sophie Nichault de Valletta , sobrinha de Marie-Françoise Gay 2 , Delphine vive emAachen durante seus primeiros anos, e também como um adolescente, mas fez visitas freqüentes a Paris 1 . Ela foi criada por sua mãe em uma sociedade literária brilhante e parte com seu círculo romântico Charles Nodier . De acordo com Jean Balde , “ela é apenas dezesseis anos quando ela se encontra com Vigny , St. Valry de Latouche na sala de estar de Émile Deschamps 1 . “ Ela publicou seus primeiros poemas em francês Muse . Ela é a autora de dois volumes de misturas, ensaios poéticos ( 1824 ) e New Poetic Essays ( 1825 ). Durante uma visita à Itália , em 1827, ela é recebida com entusiasmo pelo mundo literário Roman e vê mesmo coroado no Capitólio . Desse viver italiana traz vários poemas, o mais ambicioso dos quais é Napoline ( 1833 ).

Seu casamento com Émile Delamothe disse Émile de Girardin 3 em 1 st junho 1831, abriu novos horizontes literários. A partir de 1836-1839, ela publicou crônicas do espirituais no jornal La Presse , sob o pseudônimo de “Charles de Launay.” Estes crônica, publicada em forma de livro em 1843 sob o título de Letras de Paris , obter um grande sucesso.Delphine_Gay_de_Girardin_BNF_Gallica

Entre suas obras mais conhecidas de ficção incluem o romance Marquês de Pontanges ( 1835 ), uma coleção de histórias, contos de uma antiga empregada para seus sobrinhos ( 1832 ), o Monsieur Balzac Cane ( 1836 ) e Não brinque com a dor ( 1853 ).

Ele inclui entre os seus dramas em prosa e verso Jornalistas Escola ( 1840 ), Judith ( 1843 ), Cleópatra ( 1847 ), Lady Tartufo ( 1853 ), e da comédia em um ato, que a culpa é do marido ( 1851 ), Joy medo ( 1854 ), a tampa de um relojoeiro  1854 , e uma mulher que odeia a seu marido , publicado postumamente.

Delphine de Girardin teve influência pessoal considerável na sociedade literária contemporânea e visitado regularmente seu salão de beleza, entre outros, por Théophile Gautier , Balzac , Alfred de Musset , Victor Hugo , Laure Junot, Duquesa de Abrantes , Marceline Desbordes-Valmore , Alphonse de Lamartine , Jules Janin , Jules Sandeau ,Franz Liszt , Alexandre Dumas , George Sand e Fortunée Hamelin .

Ela escreveu sob vários pseudônimos: Vicomte Charles Delaunay, Charles de Launay, Vicomte de Launay, Léo Lespès Leah Sepsel.

Desde o primeiro contato com as mesas ela se convenceu da veracidade das manifestações. Teve oportunidade de se encontrar com o professor Rivail pessoalmente. Possivelmente, em alguma das reuniões que ele freqüentava, nas suas pesquisas em torno dos fenômenos que assombravam Paris.

 Amiga pessoal de Victor Hugo, os acontecimentos políticos do ano de 1851 e o exílio de seus amigos a marcaram de forma cruel.

 Fiel à amizade ela decidiu levar conforto moral aos pobres proscritos. Lançou-se ao mar e em 6 de setembro de 1853 desembarcou em Jersey, uma pequena ilha de 116 quilômetros quadrados.

 O cansaço a tomava por inteiro. A viagem foi excessivamente fatigante. Diga-se de passagem: ela já se encontrava doente. O câncer a devorava.

 Dinâmica, contudo, ela não se deixava abater em demasia. Um pouco triste e melancólica, mas igualmente feliz por rever seus amigos, ela reencontrou Victor Hugo e a família.

 À hora do jantar, narrou as notícias de Paris, no intuito de trazer um pouco da pátria para os exilados. Com entusiasmo se referiu às mesas girantes. Na pequena ilha de Jersey algumas tentativas tinham sido feitas, sem sucesso.

 Delphine, sem aguardar a sobremesa, saiu em busca de uma mesa pequena, redonda. As sessões foram longas e cansativas. Parecem não ter tido sucesso nos primeiros cinco dias.

 Victor Hugo, cético, aderiu às reuniões somente para não desgostar a amiga. Finalmente, no domingo, 11 de setembro, a concentração, o silêncio foram recompensados. Uma comunicação aconteceu. Uma comunicação que mudaria os rumos da vida do grande poeta francês. Quem se comunicou, através da mesa foi nada mais, nada menos que sua filha Leopoldine. Sua amada filha, morta durante a lua-de-mel, afogada em um lago, num passeio de barco com o marido.

 Em “O Evangelho segundo o espiritismo” o espírito de Delphine de Girardin assina a mensagem “A desgraça real” no capítulo V (Bem aventurados os aflitos), item 24.


 

file_78624_joao_maria_vianney-Top

                                                                                                                              Vianney Cura de ars

João Maria Batista Vianney (Dardilly, Ródano, 8 de maio de 1786  — Ars-sur-Formans, 4 de agosto de 1859) foi um sacerdote francês, canonizado pela Igreja Católica. É considerado o padroeiro dos sacerdotes. Também é conhecido como Santo Cura de Ars.

ean-Marie Baptiste Vianney nasceu em 8 de maio de 1786, na localidade de Dardilly, dez quilômetros ao noroeste da cidade de Lyon, França. Seus pais, Mateus e Maria, tiveram sete filhos, ele foi o quarto. Gostava de frequentar a igreja e desde a infância dizia que desejava ser um sacerdote.

Vianney só foi para a escola na adolescência, quando abriram uma na sua aldeia, escola que frequentou por dois anos apenas, porque tinha de trabalhar no campo. Foi quando aprendeu a língua francesa, pois em sua casa se falava um dialeto regional.

Para seguir a vida religiosa, teve de enfrentar muita oposição de seu pai. Mas com a ajuda do pároco, aos vinte anos de idade ele foi para o Seminário de Écully, onde surgiram os obstáculos por causa de sua falta de instrução.

Foram poucos os que vislumbraram a sua capacidade de raciocínio. Para os professores e superiores, era considerado um rude camponês, que não tinha inteligência suficiente para acompanhar os outrosseminaristas, especialmente de filosofia e teologia. Entretanto era um verdadeiro exemplo de obediência, caridade, piedade e perseverança na fé em Cristo.

Em 1815, João Maria Batista Vianney foi ordenado sacerdote. Mas com um impedimento: não poderia ser confessor. Não era considerado capaz de guiar consciências. Porém para Deus ele era um homem extraordinário e foi por meio desse apostolado que o dom do Espírito Santo manifestou-se sobre ele. Transformou-se num dos mais famosos e competentes confessores que a Igreja Católica já teve.

Durante o seu aprendizado em Écully, o abade Malley havia percebido que ele era um homem especial e dotado de carismas de santidade. Assim, três anos depois, conseguiu a liberação para que pudesse exercer o apostolado plenamente. Foi então designadovigário geral na cidade de Ars-sur-Formans. Isso porque nenhum sacerdote aceitava aquela paróquia ao norte de Lyon, que possuía apenas duzentos e trinta habitantes, todos não-praticantes e afamados pela violência. Por isso a igreja ficava vazia e as tabernas lotadas.

Ele chegou em fevereiro de 1818, numa carroça, transportando alguns pertences e o que mais precisava, seus livros. Conta a tradição que na estrada ele se dirigiu a um menino pastor dizendo: “Me mostras o caminho de Ars e eu te mostrarei o caminho do céu”. Hoje, um monumento na entrada da cidade lembra esse encontro.

Treze anos depois, com seu exemplo e postura caridosa, mas também severa, conseguiu mudar aquela triste realidade, invertendo a situação. O povo não ia mais para as tabernas, em vez disso lotava a igreja. Todos agora queriam confessar-se, para obter a reconciliação e os conselhos daquele homem que eles consideravam um santo.

Na paróquia, fazia de tudo, inclusive os serviços da casa e suas refeições. Sempre em oração, comia muito pouco e dormia no máximo três horas por dia, fazendo tudo o que podia para os seus pobres. O dinheiro herdado com a morte do pai gastou com eles.

A fama de seus dons e de sua santidade correu entre os fiéis de todas as partes da Europa. Muitos acorriam para paróquia de Ars com um só objetivo: ver o cura e, acima de tudo, confessar-se com ele. Mesmo que para isto tivessem de esperavam horas ou dias inteiros. Assim, o local tornou-se um centro de peregrinações.

O Cura de Ars, como era chamado, nunca pôde parar para descansar. Morreu serenamente, consumido pela fadiga, na noite de 4 de agosto de 1859, aos setenta e três anos de idade. Muito antes de ser canonizado pelo papa Pio XI, em 1925, já era venerado como santo. O seu corpo incorrupto, encontra-se na igreja da paróquia de Ars, que se tornou um grande santuário de peregrinação. São João Maria Batista Vianney foi proclamado pela Igreja Padroeiro dos Sacerdotes e o dia de sua festa, 4 de agosto, escolhido para celebrar o Dia do Padre.

Em 1859, numa quinta feira do mês de agosto, dia 4, às duas da madrugada, ele desencarnou tranqüilamente.

Dois dias antes, já bastante debilitado fora visto a chorar. Perguntaram-lhe se estava muito cansado.

 “Oh, não”, respondeu. “Choro pensando na grande bondade de Nosso Senhor em vir visitar-nos nos últimos momentos.”

 João Maria Vianney comparece na Codificação com uma mensagem em O Evangelho Segundo o Espiritismo, em seu capítulo VIII, item 20, intitulada “Bem-aventurados os que têm fechados os olhos”, onde demonstra a humildade de que se revestia, o conceito que tinha das dores sobre a face da Terra e o profundo amor ao Senhor da Vida.

 

 

 

 

 

Anúncios